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Feira de São Joaquim

Este ensaio tem como objetivo apresentar a vida na Feira de São Joaquim,localizada na cidade baixa, em Salvador (Ba). Trata-...

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Este ensaio tem como objetivo apresentar a vida na Feira de São Joaquim,localizada na cidade baixa, em Salvador (Ba). Trata-se de um trabalho de fotojornalismo, com caráter documental, cujo método se baseia na antropologia visual, mostrando a vida comunitária e a diversidade cultural existente em São Joaquim.

 

Afinal, o que teria de importante em um lugar sujo, amontoado de pessoas e barracas, um verdadeiro labirinto de corredores repletos de produtos desde hortifrutigranjeiros, artigos religiosos, artesanato, confecções, ervas até animais. Onde milhares de pessoas transitam e convivem aglomeradas na imensidão do referido espaço. Por quê?

 

São Joaquim encanta pela história de luta e preservação da cultura de um povo que sobreviveu, e sobrevive, há mais de 45 anos promovendo a resistência de uma vida comunitária e comercial. Maior feira livre da América Latina, a feira ocupa uma área aterrada de aproximadamente 34 mil metros quadrados. São 2,5 mil boxes divididos em 10 quadras e cerca de 7,5 mil empregados entre feirantes e vendedores ambulantes. Por ali, circula diariamente cerca de 10 mil pessoas.

 

Além de se caracterizar como espaço comercial que guarda as tradições culturais da cidade é também um ponto turístico e local de compras para diferentes estratos da sociedade, principalmente da população de baixa renda.

 

O local, o cheiro, a aura que envolve São Joaquim, traduz um misto de mágica, história e cultura que se perpetua, repassando conhecimentos hereditários, através da tradição dos feirantes.

 

Registrar a Feira de São Joaquim é apresentar o ambiente, uma infinidade de culturas e personagens que fazem parte do nosso cotidiano, estando tão longe ou tão perto da nossa realidade.

 

Além dos Sentimentos

Passear entre mausoléus, observar esculturas tumulares e detalhes da sua arquitetura, além de conferir a vida daquele...

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Passear entre mausoléus, observar esculturas tumulares e detalhes da sua arquitetura, além de conferir a vida daqueles que já se foram. A visita a um cemitério pode se tornar uma verdadeira aula de história pelo fato das suas obras representarem parte da narrativa de uma sociedade, desvendando seus costumes, tradições familiares e o encontro com movimentos artísticos.

 

Embora esquecidos nos roteiros de viagens, alguns cemitérios são verdadeiros museus a céu aberto, revelando as mais variadas vertentes artísticas e resgatando um passado de pessoas e civilizações até então ‘mortos e enterrados’ nos livros de História.

 

Os grandes cartões postais da humanidade existem desde a antiguidade e funcionam como verdadeiros cemitérios a céu aberto. As pirâmides do Egito, erguidas para garantir o conforto dos faraós na vida eterna; o Palácio Taj Mahal, conhecido como o "Monumento ao Amor" do príncipe Shah Jahan para a princesa Mumtaz Mahal, na Índia; o milenar mausoléu descoberto nas ruínas da cidade peruana de Machu Picchu; a catedral do Arcanjo, onde estão enterrados vários príncipes e czares, no Kremlin de Moscou; a Basílica de São Pedro no Vaticano; o já extinto mausoléu grego de Halicarnasso, tumba construída para Mausolo, rei do império persa e Artemísia, sua irmã e esposa, entre tantos outros ainda desconhecidos para nós, meros mortais.

 

O turismo cemiterial não é novidade nos países do "velho mundo" e estão catalogados nos guias de visitação das principais cidades, principalmente as europeias. A ideia de se criar passeios turísticos em cemitérios propriamente ditos, no entanto, surgiu quando o Pére-Lachaise, de Paris, passou a oferecer este tipo de serviço a turistas.

 

Conhecido por ser o mais visitado em todo o mundo, o cemitério recebe anualmente cerca de dois milhões de visitantes provenientes de vários países. O espaço possui cerca de cem mil túmulos; 5,3 mil árvores e muitas atrações culturais e artísticas. Lá estão os mausoléus de celebridades, como o compositor Chopin, o escritor Moliêre, Oscar Wilde, Balzac, Marcel Proust, Modigliani, entre outros.

 

Ainda na Europa, em Portugal, o Cemitério do Alto de São João, um dos maiores de Lisboa, datado de 1840, é um dos mais antigos do mundo, ocasião da edição de uma lei portuguesa que proibiu os túmulos montados dentro ou ao lado das igrejas, como até então era normal se fazer. Isto ocorreu devido aos problemas de poluição ambiental que começavam a surgir. Esta é, na verdade, a origem dos cemitérios em todo o mundo: o cuidado com o meio ambiente.

 

Em Londres, o cemitério Highgate contém a sepultura de Karl Marx (1818-1831) e foi construído no século 18 pela iniciativa privada. O Golders Green Crematorium, que fica nos arredores de Londres e cujos mausoléus guardam os restos mortais de Sigmund Freud (1856-1939) é bastante visitado, bem como o de Brookwood. Este último já foi considerado um dos maiores do mundo, e hoje, ainda é o maior do Reino Unido. Mais de 240 mil pessoas já foram ali enterradas.

 

Aqui, na América do Sul, o país líder no turismo de cemitérios é a Argentina. O cemitério La Recoleta, em Buenos Aires, atrai milhares de pessoas pelos seus inúmeros monumentos e esculturas dignas de um grande museu de arte e pelo túmulo da dama Evita Perón, além de outros célebres artistas. Ali se pode acompanhar quase toda a história da Argentina, desde o século XIX, e é um hábito a visitação de pessoas da própria cidade, inclusive muitos estudantes.

 

No Brasil, vários cemitérios guardam relíquias históricas, arquitetônicas e artísticas que justificam uma visita com propósitos turísticos, apresentando exemplos magníficos de arte tumulária. Em São Paulo, onde o turismo de cemitérios é o mais desenvolvido do País, muitas obras de arte formam verdadeiras exposições a céu aberto e que podem ser percorridas em vários bairros da capital e do interior. Os cemitérios da Consolação, Araçá, Paulista e Morumbi são exemplos típicos desta arte.

 

O Cemitério da Consolação, o mais antigo de São Paulo, em funcionamento desde o ano de 1858, abriga a morada de inúmeras figuras públicas, artistas e intelectuais. Há um bom número de túmulos com trabalhos de grandes escultores, como Victor Brecheret, Francisco Leopoldo e Silva, autor do primeiro nu do local, ou Bruno Giorgi, um dos maiores escultores brasileiros.

 

No Rio de Janeiro, na cidade de Petrópolis, por exemplo, a Catedral de São Pedro de Alcântara guarda os restos mortais de Dom Pedro II e da Princesa Isabel. Já o cemitério de São João Batista, localizado no bairro do Botafogo, é a última morada de personalidades como Santos Dumont, Chacrinha, Villa-Lobos e Carmem Miranda, grandes ícones da cultura brasileira.

 

Mas nem só de personalidades vive o turismo cemiterial. É o caso do cemitério de São Francisco do Sul, em Santa Catarina, que atrai muito visitantes com câmeras fotográficas em punho simplesmente por conta da sua beleza. O local apresenta vista para o mar, mata verde e um conjunto de jazigos simples, todos pintados na cor branca.

 

Na Bahia, por sua vez, o município de Mucugê, pertencente à região da Chapada Diamantina, abriga o único cemitério bizantino das Américas, tombado pelo Patrimônio Histórico Nacional em 1980.

 

Em Salvador, o Cemitério do Campo Santo, pertencente à Santa Casa da Misericórdia, passou a integrar o roteiro cultural da cidade e abriga um museu a céu aberto, acessível à visitação pública. Ali estão enterrados grandes ícones da história, da arte, além de personalidades marcantes da sociedade baiana como os médicos Aristides Maltez e Pedro Mello, personagens políticos como Octávio Mangabeira e Lauro de Freitas, além do poeta dos escravos, Castro Alves.

 

Primeiro cemitério da capital baiana, construído em meados do século XIX, o Campo Santo abriga mais de 200 obras produzidas por anônimos e famosos, a maioria sem assinatura, expondo estátuas e mausoléus em estilos neogótico, clássico e barroco, integrando o conceito de arte cemiterial.

 

Poucas estatuetas em mausoléus ou sobre jazigos, levam a assinatura de artistas contemporâneos, a exemplo de Mário Cravo Júnior e do escultor alemão Johann Von Halbig, autor da Estátua da Fé, dentre outros.

 

Os circuitos previstos no projeto levam o visitante a um verdadeiro retorno ao passado. Estão expostos, além da contextualização dos ícones e da história do próprio cemitério, a arquitetura e simbologia existentes.

 

O presente ensaio foi produzido no cemitério do Campo Santo no ano de 2006 e se caracteriza pela força contrastante de emoções. No acervo de arte tumulária é possível identificar os dilaceramentos: alma x corpo; vida x morte; claro x escuro; céu x terra. As imagens sacras - sob a forma de escultura em mármore, granito e bronze - expressam os sentimentos do ser humano. Constata-se a dor, tristeza, compaixão, o apego ao terreno em contraposição ao etéreo, a proximidade dos anjos e a elevação do ser na sua forma mais pura ao paraíso.

 

 

Lavagem Nativa

Há mais de 100 anos, um dos bairros mais boêmios da capital baiana realiza a sua tradicional festa: a Lavagem de Itapu...

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Há mais de 100 anos, um dos bairros mais boêmios da capital baiana realiza a sua tradicional festa: a Lavagem de Itapuã. De origem Tupi, Itapuã significa “Pedra que Ronca”. Moradores antigos relatam que existia uma pedra que, antes de se partir, roncava na maré vazante.

 

O bairro serviu de inspiração para compositores, poetas, artistas plásticos, entre tantos outros de elevado nível intelectual que por ali passaram ou fincaram suas raízes. Quem nunca “passou uma tarde em Itapuã, ouvindo o mar de Itapuã”, ao menos já deve ter escutado os versos da canção de Toquinho e Vinícius de Moraes pelas ondas do rádio.

 

Também chamada Lavagem da Paz de Itapuã ou Lavagem Nativa, a festa é dedicada a Nossa Senhora da Conceição de Itapuã e serve como palco de abertura para a Folia de Momo... a Festa da Carne, o famoso Carnaval de Salvador.

 

Realizada sempre na quinta-feira da semana anterior ao Momo, a festa representa o agradecimento dos pescadores pelas vitórias alcançadas e o pedido de proteção para o novo ano. O evento caracteriza-se pela participação da população soteropolitana, sobretudo as famílias do bairro, turistas que visitam a cidade durante o verão, além das bandas de fanfarra e das baianas, protagonistas da festa.

 

Durante a madrugada do dia da Lavagem, o Bando Anunciador, grupo folclórico composto por músicos providos de instrumentos percussivos, toca pelas ruas do bairro, convidando os moradores para a festa. Ao raiar do dia, na praça da Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Itapuã, moradores antigos do bairro fazem uma limpeza no adro externo da igreja para a chegada das baianas.

 

Posteriormente, ocorre a saída do cortejo com as baianas, cavaleiros, capoeiristas e pescadores que abrem a festa e puxam os blocos de chão. Os jornalistas participam da festa com o bloco “A Lenda do Pássaro do Abaeté” que todos os anos desfila na festa prestando homenagem a alguma figura pública do Estado.

 

A festa que começa na quinta-feira e invade o final de semana é finalizada na segunda com a entrega do presente de Iemanjá colocado ao mar.

 

O presente ensaio foi realizado no ano de 2009 com o objetivo de apresentar um pouco da cultura popular dos moradores do bairro de Itapuã que por longos anos mantêm acesa o brilhantismo de uma tradição.

 

 

Mamãe Sereia

No dia 02 de fevereiro de 1923 um grupo de 25 pescadores resolveu oferecer presentes para a Mãe D’água porque o...

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No dia 02 de fevereiro de 1923 um grupo de 25 pescadores resolveu oferecer presentes para a Mãe D’água porque o mar, literalmente, não estava para peixes. A partir daí, sempre na madrugada do dia 02, adeptos do candomblé, turistas, devotos e admiradores formam filas quilométricas para colocar oferendas e pedidos nos balaios, que ficam na Casa do Peso.

 

No fim da tarde, um cortejo com centenas de embarcações leva para alto mar os balaios, carregados de presentes, entre eles espelhos, perfumes, champanhe, pentes e flores para a orixá Mãe.

 

A festa de Iemanjá é uma das mais tradicionais da capital baiana atraindo à praia do Rio Vermelho, milhares de fiéis entre eles devotos do candomblé, da Umbanda e também do Catolicismo, devido ao sincretismo entre a Orixá e Nossa Senhora da Conceição.

 

"Dia 2 de fevereiro

Dia de Iemanjá

Vá pra perto do mar

Leve mimos pra sereia Janaína Iemanjá

Lá em Rio Vermelho

Em Salvador

Vamos dançar

Havia rosas no mar

Havia ondas na areia

Vá brincar no Rio Vermelho

A festa de Iemanjá

Salvador está em festa

Vou cantar"

Janaína - Otto

 

Flor da Pedra

Conhecida por ser uma das regiões mais ricas em biodiversidade do País, e dado a isso, receber visitantes de todo o m...

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Conhecida por ser uma das regiões mais ricas em biodiversidade do País, e dado a isso, receber visitantes de todo o mundo que apreciam a caminhada junto à natureza - além de pesquisadores e estudiosos - a Chapada Diamantina fascina pela sua história e belas paisagens.

 

Vegetação de cerrado, campos de altitudes e campos de gerais, matas, rochas sedimentadas, grutas, vales e cachoeiras são algumas das atrações naturais encontradas dentro dos 152 mil hectares de área desse pedaço do sertão da Bahia.

 

A cidade de Lençóis é o principal ponto de acesso ao Parque Nacional da Chapada Diamantina e tem infraestrutura com inúmeras opções de pousadas, hotéis e restaurantes. Em Lençóis o visitante respira um ar acolhedor, quiçá pela sensação de familiaridade que encontra ao andar pelas ruas de pedras em meio ao casario antigo e bem conservado que já serviu de morada para coronéis do período áureo da cidade.

 

A região fez parte da história brasileira com a corrida do ouro no século 17, que se estendeu por mais de um século, quando do esgotamento das minas. No início do século 19, o surgimento da notícia do descobrimento de jazidas de diamante levou à pacata vila de Lençóis ao ranking da terceira cidade mais importante da Bahia.

 

Grande parte dos municípios pertencentes à Chapada surgiu durante esses ciclos de mineração que, por desenfreados que foram, acabaram muito cedo exaurindo os garimpos. Algumas vilas e cidades chegaram a ser abandonadas até que, na década de 70, o florescimento do turismo ecológico e de aventura inseriu a Chapa Diamantina nos roteiros de viagens.

 

As imagens deste ensaio foram feitas entre idas e vindas à região que não esgota facilmente as suas atrações, deixando registrado na memória a certeza do retorno.

 

Soteropolitanas

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Natura

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Religare

A Constituição Federal de 1988 sobre a Religião diz:

 

T&...

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A Constituição Federal de 1988 sobre a Religião diz:

 

TÍTULO II Dos Direitos e Garantias Fundamentais

 

CAPÍTULO I Dos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos

 

Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

 

VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;

 

VII - é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva;

 

VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;

 

Por aí

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Bichos

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Mamãe Sereia 2

O presente ensaio registra a tradicional Festa de Iemanjá, realizada no dia 02 de fevereiro, na localidade de Ponta de Areia, na Ilha de Ita...

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O presente ensaio registra a tradicional Festa de Iemanjá, realizada no dia 02 de fevereiro, na localidade de Ponta de Areia, na Ilha de Itaparica (Bahia).

"Ê mamãe sereia
Transforme a areia em estrelas do mar 
Ê mamãe sereia 
Suas conchinhas eu boto linha e faço um colar 

Bota esse menino pra nascer 
Bota esse menino pra correr 
Bota esse menino no mundo que é pra ele ver 

Ouvir o canto da sereia 
Andar no véu de Iemanjá 
Ver o ouro de Oxum lá no fundo do mar
 
Ê mamãe sereia 
Transforme a areia em estrelas do mar 
Ê mamãe sereia 
Suas conchinhas eu boto linha e faço um colar" 

Mamãe Sereia - Marcela Bellas

 

Nego Fugido e Caretas

O "Nego Fugido" é um teatro de rua popular que funde elementos da dança, da música e do candombl&eac...

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O "Nego Fugido" é um teatro de rua popular que funde elementos da dança, da música e do candomblé e ocorre todo ano na localidade de Acupe de Santo Amaro, no recôncavo baiano.

A dramatização que se mantém desde o século XIX, herdada de escravos de origem Nagô, acontece nas ruas do distrito de Acupe e recria a luta de perseguição, captura e libertação dos escravos pelos capitães-do-mato e militares.

Os negros fujões, protagonistas da encenação, são chamados de "negas", crianças e jovens da comunidade que com os rostos pintados de uma mistura feita de óleo de comida e carvão moído, além de anilina vemelha na boca, recriam o sangue e a dor dos escravos.

Outros personagens são os caçadores, capitães-do-mato, homens que usam saias feitas com folhas de bananeira para se camuflar nas matas e realizar a captura dos negros; os soldados, que representam a proteção do Rei, e este que simboliza os senhores de engenho e donos dos escravos. Os negros cobram as cartas de alforria ao Rei.

Ao ouvir o som dos atabaques, as "Negas" dançam, enquanto os caçadores cercam os fujões, girando em torno deles. São disparados tiros de espingarda, carregadas de espoletas e quando os escravos são atingidos eles caem, se debatem e são amarrados pelos caçadores, que os obrigam a percorrer as ruas de Acupe para pedir dinheiro para comprar suas cartas de alforria.

Caretas

Contam os mais velhos que um dono de Engenho no Acupe, trouxe máscaras para uma festa e as distribuiu para os convidados. Os negros escravos então tiveram a ideia de produzir suas próprias máscaras para as festas dos anos seguintes.

No primeiro ano houve apenas a aparição de um escravo mascarado que com sua graça e alegria, assustou mas agradou muito os convidados e o dono de engenho que permitiu que seus escravos participassem dos anos seguintes, tornando assim uma tradição daquela localidade conhecida como "Caretas".

Fala-se também que com o passar dos anos, participavam desta festa escravos de outros Engenhos e até escravos fugitivos, logicamente mascarados, para não serem reconhecidos.

Fonte: www.obomdoacupe.com.br (Adaptado)